domingo, 10 de junho de 2007

Fim do celular bloqueado

Gostei dessa nova ação de marketing da Oi, ela utiliza as mídias tradicionais e os blogs para criar uma pressão na operadoras e fazer barulho. Olhem só o que o blog brainstorm#9 fala sobre o assunto.


Como você deve ter percebido pelo banner aí na barra lateral, o Brainstorm #9 também entrou na rede de blogs que está divulgando a campanha "Bloqueio Não" da Oi.

Trata-se de um movimento lançado com o intuito de pressionar as outras operadoras de celular a seguirem o exemplo da Oi, e também venderem aparelhos desbloqueados para que o consumidor possa utilizar com qualquer chip. Atualmente, quem compra um celular acaba virando refém das operadoras, e é por isso que essa campanha vem para defender a liberdade de escolha.

Além da mídia tradicional, a Oi está investindo pesado na internet, com veiculação nos maiores blogs brasileiros e criação de um abaixo-assinado virtual, que conta, no momento desse post, com quase 32 mil assinaturas.

Se você também não concorda com o bloqueio das operadoras aos celulares, aproveite o botão aí na barra lateral direita para assinar.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Donor Show


O nome é fictício mas a idade deve ser verdadeira. "Lisa", 37 anos, doente terminal, vai decidir sexta-feira, em directo, no reality show holandês The Big Donor Show (O Grande Dador), quem irá receber os seus rins. O programa, produzido pela Endemol, a empresa que criou o Big Brother, está a escandalizar a Europa e a Holanda, mas a pressão do Governo não chegou para travar a emissão.

Três concorrentes serão candidatos a receber os rins de Lisa, que escolherá o receptor do órgão a partir da história e do perfil dos concorrentes e de uma conversa com a família e os amigos dos concorrentes.

Paralelamente à escolha de Lisa, os espectadores elegerão o seu candidato preferido através de mensagens a enviar durante os 80 minutos de duração do programa.

Os produtores e o canal de televisão BNN, que transmitirá o programa, afirmam que The Big Donor Show visa chamar a atenção para a escassez de órgãos para transplante. "Cada um dos concorrentes terá 33 por cento de chances de ficar com um rim. Isso é uma probabilidade muito maior do que a das pessoas que estão numa lista de espera", disse o presidente da BNN, Laurens Drillich. A estação afirma que o programa presta homenagem ao seu ex-director, que morreu aos 35 anos por não ter recebido um rim.

O impacto do programa levou o comissário europeu para a saúde, Markos Kyprianou, a anunciar hoje uma nova estratégia da União Europeia para combater a escassez de órgãos para transplante, a qual é responsável por dez mortes diárias nos Vinte e Sete.

"Parece-me de mau gosto fazer um reality show sobre um problema tão sério. Amanhã [hoje] apresentaremos propostas reais para melhorar esta situação", disse Philip Tod, o porta-voz do comissário Kyprianou - 40 mil doentes esperam por um órgão na UE e a taxa de mortalidade situa-se entre os 15 e os 30 por cento, acrescentou Tod. O documento frisará a importância dos cartões de dador e da harmonização das políticas comunitárias.

Criatividade para driblar restrições nas propagandas de bebidas

Por Marili Ribeiro do jornal O Estado de São Paulo

A intenção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de impor regras mais severas à veiculação de propagandas de bebidas está provocando uma pequena revolução entre os fabricantes de cerveja. Mas as empresas que produzem bebidas com teor alcoólico mais alto, como vodca ou uísque, pouco se abalaram com as notícias. Há tempos elas já aprenderam a conviver com uma série de restrições na publicidade.

Entre as regras que estão sendo preparadas pela Anvisa estão a proibição da veiculação de propaganda de cerveja na televisão entre as 8 horas e as 20 horas. Também estuda-se a possibilidade de proibir celebridades de aparecer nos comerciais. No caso das bebidas mais fortes, o horário de proibição se estenderia das 6 horas às 21 horas. Mas, segundo publicitários, as campanhas de vodca, uísque e cachaça já não entram no ar antes das 21 horas.

As restrições, na verdade, acabaram sendo responsáveis por campanhas multipremiadas em festivais publicitários. É o caso da propaganda do uísque Johnnie Walker. “A proposta da campanha, sob o slogan ‘Keep Walking’, ressalta situações em que se apresentam sólidos valores humanos”, diz Alexandre Gama, presidente da NeogamaBBH, agência que no Brasil trabalha para a marca da multinacional inglesa Diageo. “Nessa série de anúncios ninguém aparece bebendo, nem o produto é exibido. Aparece apenas a assinatura da marca”.

Outra série de comerciais festejada em todo o mundo é a da vodca Absolut, do grupo sueco V&S. O formato pouco convencional da garrafa, bojuda e de gargalo curto, acabou virando uma espécie de tela para artistas plásticos dos quatro cantos do mundo criarem obras de arte. Essa ação resultou em mais de 2 mil anúncios e inúmeras exposições dos trabalhos, assim como livros e discussões sobre arte contemporânea.

“Estava em Estocolmo na semana passada justamente para um encontro em que se discutiu o marketing com responsabilidade na indústria de bebidas”, diz Gustavo Clauss, diretor da V&S no Brasil. “Os europeus estão cientes de que valores éticos e socialmente aceitáveis devem pautar sua comunicação”.

As fabricantes de bebidas também descobriram há tempos que investir em eventos é uma grande forma de expor a marca. Atualmente, por exemplo, a Diageo promove no País o “1º Scotch Whisky Festival”. Entre as ações previstas pelo evento estão jantares com cardápios harmonizados com uísque, criados por renomados chefs de cozinha. A companhia quer sugerir uma alternativa para a celebrada parceria vinho/jantar.

No Nordeste, as festas juninas reúnem multidões e são alvo de promoções de bebidas como a vodca Smirnoff. As vinícolas vêm construindo a reputação de suas marcas com degustações orientadas por enólogos, palestras e apresentações musicais.

A normatização da Anvisa, que pode sair esta semana, na opinião dos publicitários agregará muito pouco à comunicação da indústria de bebidas. “Na verdade 90% dos comerciais já são veiculado após às 20 horas”, diz Antonio Fadiga, presidente da Fischer América, agência que detém as contas da cervejaria Femsa (Kaiser e Sol), mas também tem a conta do uísque irlandês Jameson. “Se acabarem com as celebridades, por exemplo, as campanhas vão simplesmente se reinventar”.